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Página:Jornal das Famílias 1867 n04.pdf/16

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JORNAL DAS FAMILIAS.

Esperar o amor que sonhára pelos romances era arriscar-se, visto que á primeira ruga succederião outra e outras.

Era preciso achar marido.

Lançou as vistas á lista dos seus adoradores, já muito diminuida, não porque lhe faltasse a belleza, mas porque lhe sobrava travessura para os arredar.

Entre esses adoradores havia um que pela terceira vez depositava o coração aos pés da bella namoradeira. Da primeira vez era simples tenente de cavallaria; da segunda era capitão; agora era já major.

Onda resolveu que lhe cumpria assentar praça ao lado do major.

D’ahi a um mez annunciava-se o seu casamento. O major abençoou a sua insistencia e recebeu em matrimonio a esquiva donzella.

D’ahi para cá Onda tem-se mostrado fiel ás armas.

Quando Ernesto e os outros souberão d’isto fizerão muitos epigrammas, alguns desconsolados e sensaborões.

Mas a rapariga casou-se.

Ernesto no fim de dous annos vingou-se de tudo procurando mulher e encontrando uma das mais modestas d’este mundo. Os dous casaes são felizes; o leitor não menos por ter chegado ao fim d’este episodio sem derramar uma lagrima, e eu tanto como o leitor, por ter pingado o ponto final a este escripto, cujo assumpto principal é um desvio do espirito das mulheres.

MAXIMO.