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NÓLA.


CONTINUAÇÃO.


Comunicou esse projecto a sua mulher e mostrou-lhe o retrato d’aquelle homem a quem queria dar sua filha.

— Não sei, meu amigo, se Palmyra o quererá.

— E porque não, respondeu elle, se é um moço rico e de boa familia, e de mais seu patricio.

— Não sei disse a mãe, talvez ella já se tenha inclinado para algum outro.

— Provavelmente algum d’esses petits-maîtres, ou estudantinhos. Ora adeus, isso não passa de namoricos, quando se trata de fazer um casamento de conveniencia facilmente se esquecem esses tolos.

— Não é tão facilmente como pensas, meu amigo.

· · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · ·

Palmyra tudo ouvira.

No dia seguinte escrevera ao moço estas palavras:

«Tenha coragem, venha pedir-me, quanto antes.

Sua Palmyra.»
T. XVI — Fevereiro de 1878.2