O bardo cantava assim a pasta:
Ella saia triunfante, cheia,
alegre, rubicunda e satisfeita,
tomando pela rua mais direita
que leva ao real paço, onde pompeia,
entre festões e púrpuras e rendas,
a chancela das graças e prebendas.
E todos estendiam olhos ávidos
para o bôjo da pasta, são, replecto;
e, sofreando o coração inquieto,
abriam alas aos corcéis impávidos,
que levavam a pasta deslumbrante
como um rajá num dorso de elefante.
E as alas murmuravam em segrêdo:
—Que leva a pasta ? Não havêr quem entre
naquelle estranho e avermelhado ventre !—
E uma viúva suspirava a mêdo:
—É talvêz a pensão! talvêz...—E um padre :
—Tem mais um bispo a nossa Santa Madre...
—Emfim, vou ser barão !—outro dizia,
poisando as mãos na refegada pança.
Um patriota:—Firma-se a alliança