aquêlle que mais afortunadamente se afanasse no bom arranjo da sua pessoa e da dos seus affins.
Os legisladôres, na sua maioria, eram eleitos indirectamente pelos governos, a quem impendia o redigir as leis, que eram da responsabilidade dos eleitos. Conseguintemente, os predicados de um legisladôr eram de uma simplicidade extraordinária ; e assim, a par de um ou outro erudito, de um outro publicista, o diploma de legisladôr era emprestado graciosamente a caixeiros de balcão, recoveiros, arrais e cabos de esquadra. Verdade é que, a pouco trecho, os cabos eram generaís, os arrais eram almirantes, os recoveiros eram banqueiros, e os caixeiros eram marquêzes. Não se discutia o ponto de partida; a questão era subir e chegar. Aceitavam-se os factos, e, segundo o consenso geral, harmonizavam-se perfeitamente com a índole da democracia. A única dificuldade era evitar que, ao mezinheiro convertido em alta potência, não se désse nôme que recordasse as mézínhas.
Para obviar a dificuldade, criaram-se expedientes vários. Ao mezinheiro, por exemplo, impunha-se officialmente a crisma de