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Página:Maria Adelaide Fernandes Prata - O Filho de Deus (1863).pdf/12

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Logo que signaes viu já manifestos,
Da perda tão sentida da innocencia...

Sósinho aqui, alli, sempre scismando,
Ao acaso divaga pesaroso,
E da Virgem virtudes recordando,
Suppôl-a criminosa não podia
Volveram mezes mais do seu desdouro,
Duvidar já não póde o varão santo.

Comprehendia su'alma a afflicta esposa,
Mas segredos do Céo ella occultava,
Accusada d'um crime fosse embora!
Com mágoa, saudade o esposo via,
Resolvido a partir, abandonal-a,
Abandonal-a quando o seu amparo,
Mais que outr'ora lhe era proveitoso !

A Deus ella recorre fervorosa,
Acolhendo o Senhor as preces suas,
Que em sonhos ao consorte, um anjo envia,
Quando já a partir proximo estava,
E do somno nos braços despertando-o,
Mysterios sacrosantos lhe revela;
Que a esposa innocentinha, não deixasse,
Que fosse o amparo seu, sempre seu guia.