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Página:Maria Adelaide Fernandes Prata - O Filho de Deus (1863).pdf/8

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Entre vagas d'espuma crystallina,
O mais bello dos astros s'escondia,
Em Nazareth deixando casta joven,
Curvada, em oração, a Deus erguendo
Um cantico d'amor, balbuciando-
O' Deus incomprehensivel! Deus supremo!
«Os filhos de Sião quando cumpridas,
«Jubilosos verão promessas vossas?..

E os olhos para o Céo então volvendo,
De sóes cercado vê, resplandecente,
Angelica figura magestosa,
Transpondo o firmamento em aurea nuvem,
As azas prateadas agitando,
De diamantes e ouro recamadas,
Sustentava na dextra alva açucena,
Para mimo da Virgem cultivada,
Por Anjos nos vergeis do paraiso,
E na terra baixando junto d'ella ohuemol
Lhe inspira confusão, temor, respeito;
Porém, meigo, sorrindo elle a socega,
E d'est'arte fallou com voz solemne ―


«Da terra o Creador, dos Céos e mares,
«Aquelle que formou d'argilla os homens,
«Que o espaço illuminou d'astros fulgentes,
«A quem os Anjos louvam incessante,
«Aquelle a cuja voz tudo obedece
«Na terra, Céos e horridos infernos,