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Página:Maria O'Neill - Para ler nas férias.pdf/120

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Para lêr nas férias

que o pai cedesse aos desejos do filho, que nessa mesma tarde, alegre e feliz, foi em procura da mulher que já reputava sua noiva.

A poucos passos do solar encontrou o João do Poço vergado sob um feixe de feno. Perguntou-lhe pela filha e êle disse-lhe que devia estar sentada ao fundo da quinta da baronesa, jun todo muro da capela que encerrava o carneiro dos barões de Altas Sebes.

O barão dirigiu-se para ali e chegou junto dela sem ser pressentido.

Chamou-a pelo seu nome e disse-lhe ao que ia.

Ela não se deslumbrou com a situação que lhe era oferecida e respondeu que não pagaria os benefícios que recebera da baronesa casando-lhe com o neto.

Sabia que, se ela vivêsse, não aprovaria nunca semelhante enlace.

Em vão o barão a quiz deslumbrar com as grandezas da vida que lhe preparava; respondia que não iria nunca contra a vontade da sua benfeitora.

Era já tarde para regressar á casa paterna; por isso resolveu o barão pernoitar no solar e partir no dia seguinte.

Entrando em casa de sua velha avó, tudo lhe pareceu triste e sombrio.

Abriu uma janela, acendeu um cigarro e, encostando o cotovelo ao peitoril e o rosto na mão, ficou pensando na alegria com que viera e na tristeza com que ia voltar...