― ¡Não me perguntes nada! gritava furioso Manuel Chacim á sobrinha. Eu não quiz estudar para não me aborrecer, e tu estás constantemente a perguntar-me tudo. ¡Não sei! não sei! não sei! Deixa-me em paz.
Etelvina afastava-se lacrimosa e dizia consigo:
―¿Como hei de eu aprender, se ninguém me quer ensinar?
Manuel Chacim não era mau. Era muito ignorante e extremamente presumido e vaidoso. Enfurecia-se por isso sempre que tinha de confessar a sua ignorância. Desta vez, porêm, vendo a sobrinha conter a custo as lágrimas, ficou zangado consigo, porque a estimava muito, e, pegando no chapeu e na bengala, saíu pela porta fora, resmungando:
― Isto não pode continuar assim. E' preciso pôr-lhe um termo.
E, conversando consigo, tomou o caminho da livraria Pereira, na rua Augusta. E dizia: