Adalberto
Era ainda no tempo em que as lições se aprendiam de cór.
Adalberto era muito bom rapazinho, muito esperto, inteligente mesmo, mas não tinha memória. Esforçava-se em vão por reter as lições e gastava muito tempo estudando; quando chegava porêm a ocasião de mostrar o que sabia, todos julgavam que êle não pegara no livro.
O mestre escreveu para casa fazendo queixa ao pai, e o Dr. Lima, pai de Adalberto, chamou-o ao seu gabinete e repreendeu-o.
O pequeno, com os olhos fitos no chão e os beiços trémulos, prestes a desatar a chorar, ouvia em silêncio sem se atrever a responder cousa alguma.
Finalmente o pai disse-lhe:
― Retire-se e não me apareça, emquanto não souber a lição de geografia na ponta da lingua.