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Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/113

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homem de bem. Casa com ella, meu amigo. Será sem limites a sua gratidão, se a regenerares do seu immerecido abatimento.

— E' impossivel!..

— Não ha nada impossivel no desempenho dos seus deveres. Esta maxima aprendi-a da mãe de Eduardo.

— Ella disse-te isso?.. Desgraçada!.. Os remorsos a atormentam. Tenho pena do seu soffrimento; mas que lhe hei de fazer?... Não lhe posso restituir a ventura, que lhe roubei. Fizemo-nos desgraçados um ao outro... Seremos o algoz e victima mutuamente. Estamos ligados por laços de crime, que se não podem desatar. Emilia... (nem Emilia é seu nome)...

Henriqueta estremeceu e se occultou mais entre as bananeiras. Cuidou ir ouvir seu verdadeiro nome. Carlos suspirou, e continuou:

— Essa a quem roubei a paz e ventura, e que agora faz o meu tormento, era casada; e abandonou a familia para me seguir.

— Quanto deve soffrer!.. Ah! uma mulher com as suas idéas tão culpada!.. Pobre