― Que offensas tens de teu pae?!... perguntou a infeliz córando e fazendo-se pallida alternativamente.
A Eduardo deixava cair algumas lagrimas nas mãos de sua mãe que tinha entre as suas, e apertando-as ao coração, respondeu:
― Perdoe... sei que tem querido enganar-me... Meu pae não morreu. Lembra-me muito bem que viviamos em uma linda casa e quinta, e que muitos pretos nos serviam. Meu pae não nos amava... era duro... Nós lhe fugimos.
― Henriqueta deixou cair a cabeça sobre o peito e guardou silencio. Seu filho continuou, beijando-lhe as mãos:
― As suas maximas não teem conseguido com que eu seja generoso... Não perdoo a meu pae!... Ter uma esposa tão boa... tão meiga... tão terna... tão virtuosa...
― Eduardo! interrompeu a pobre senhora, arrancando uma das mãos de entre as de seu filho, e cobrindo os olhos; não continues... Matas-me. Não sabes o que dizes. E não aborreças teu pae. Elle não teve culpa em nós o abandonarmos.