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Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/126

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Eduardo lhe lançou uma vista tão severa, que o pobre negro tornou a sair com a pressa com que entrara.

― Comprar pistolas!... repetiu Henriqueta, fitando vistas aterradas em seu filho, comprar pistolas!... Eduardo, ordeno-te, que me digas, para que precisas d'armas. Ficas calado?.. Não ouviste, que te ordenei, que me dissesses, para que precisas d'ar- mas?

― Não se agonie, minha boa mãe. Vou dizer-lhe o que passo. Ha cousas, que me seria impossivel de balbuciar mesmo. Offenderam-me, minha virtuosa mãe!.. offenderam-me mortalmente. E não ha forças humanas, que possam desviar-me da tenção, que tenho de castigar o malvado.

― Com um assassinio!!!.. exclamou a mãe aterrada.

― Não, minha mãe. Com um duello.

― Oh, meu doce Jesus!.. como elle se esqueceu cedo dos preceitos de religião, que lhe dei!.. E' mais um castigo de meus peccados!..

E a triste senhora desatou a chorar como perdida. O filho procurou enxugar