― Repelle-me!.. Sou-lhe odiosa!.. Faltava-me isto, meu Deus!..
O pobre mocinho não a ouviu. Tinha-a deixado, porque perdeu os sentidos, e baqueou no chão.
Precipitou-se sobre elle a desgraçada mãe, e vendo-o sem sentidos, soltou um grito. Passou-se um momento de silenciosa agonia. Ella apalpava o rosto macilento de Eduardo. Depois torcendo os braços clamou com terrivel angustia:
― Basta, meu Deus, basta! Não posso com tanto.
Febre lenta, e negra melancolia, fastio e insomnia, levaram o pobre Eduardo a passos largos para a sepultura. Sua alma era verdadeiramente delicada e virtuosa. E o retiro, em que sempre viveu, as maximas que sua mãe infiltrara desde o berço na sua essencia, apuraram a natural nobreza do seu modo de pensar e sentir. Quando pois soube, que sua mãe, que era o seu idolo, que era tudo quanto amava sobre a terra; quan-