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Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/132

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o não prendia sequer uma esperança. Elle queria inspirar a sua mãe e a José as ideias, que tinha do resgate, que ia ter; mas a sua logica quebrava-se de encontro áquelles corações magoados. Henriqueta sobretudo estava n'um estado lamentavel! Parecia, que seguiria de perto seu filho ao tumulo.

― Minha mãe, lhe disse Eduardo, porque tem chorado tanto? A vida merece acaso, que se tenha saudades d'ella?..

― Meu querido filho, replicou ella suffocada em choro, e apertando-llie as mãos entre as suas, não choro por ti... O egoismo é que me faz derramar lagrimas... Eras o unico fio que me prendia á vida... quebrado elle, que será de mim, senão morro logo?! Só no mundo, com meus pesares e remorsos, que farei sobre a terra?

― Valha-me Deus!.. Não chore assim, que quasi me faz ter pena de morrer!.. Considere, minha adorada mãe, que, se eu vivesse, seria muito infeliz. Eu era um ente nullo para a sociedade, pela minha fraqueza e pouca saude. Tinha ha muito summo pesar de ser um fardo para os dois entes que me amavam. E se José adoecesse?..