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Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/134

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― Deve-o fazer... e ha de ousal-o... a seu marido sobretudo.

― Como posso esperar, que elle me perdoe?.

― Ha de lhe perdoar, minha querida mãe, porque tem soffrido muito: mas, se aquelle que offendeu fosse implacavel, Deus não o seria, e ha de perdoar-lhe completamente depois d'essa humilhação precisa. No entanto eu tenho fé, que irei para o céu rogar ao piedoso Senhor, que cedo nos reuna a ambos. E creio, que Elle me ha de ouvir.

A pobre mãe deitou os braços a seu filho, e longo tempo ficou assim, chorando e gemendo.

D'alli a algumas horas havia um justo de menos no mundo, e mais um santo nos céus.

Dois mezes depois na mesma sala, em que Henriqueta trabalhara, chorando pelo espaço de doze annos, estava um cavalheiro de meia edade escrevendo, na mesa que fôra de Eduardo, uma carta concebida n'estes termos:

«Rodrigo, pediste-me encarecidamen-