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Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/136

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que estava prostrada, ergueu-se. Não a conheci. Seu rosto cadaverico e coberto de lagrimas, parecia o de uma octogenaria. que ia descer á campa. Ouvi-lhe a voz... era a doce voz de Emilia!!!

― «José, dizia ella entre soluços, estas são as ultimas lagrimas que derramaremos sobre os restos do meu querido Eduardo!.. Mas espero que elle alcance de Deus a graça de levar-me breve para o seu lado... assim m'o prometteu pouco antes de voar para a sua patria!.. Foi sempre um anjo!.. Elle dizia bem!.. que faria n'este mundo pobre, desprezado... sem parentes nem amigos?.. Elle com uma alma tão nobre e votado á desgraça e ao aviltamento!.. Vamos... As forças me faltam todos os dias, e preciso de muitas para ir, onde devo... O anjo m'o disse... é preciso que eu me humilhe diante d'aquelle que offendi. Vamos, meu bom José, leva a tua dedicação até ao resto. Acompanha-me lá... lá onde estava a felicidade, e eu fiz entrar a desgraça.

«Elles se tinham ido retirando. Eu estava immovel com o coração partido. Queria beijar a sepultura de meu filho, mas te-