E, deixando-se cair sobre a relva, chorou dolorosamente.
Quando a desventurada mãe ergueu a cabeça, a menina tinha-se retirado da janella.
Henriqueta continuou o seu caminho com uma energia, que se assemelhava á desesperação. Chegou perto dos muros da quinta de seu pae. Tinha tencionado ir até á estalagem e de lá mandar uma carta a Julio, se alli estivesse, ou a seu pae, se fosse vivo, pedindo licença de se lhe ir deitar aos pés; mas não teve forças de passar ávante. Parou e olhou em redor. Uma velha fiavá assentada ao sol. Henriqueta, que anciava saber se toda a sua familia era viva, e se era feliz, foi assentar-se, tremendo, junto da velha, e depois de algumas phrases insignificantes, perguntou-lhe de quem era aquella quinta.
― E', respondeu a velha, do snr. Henrique de Moraes; um santo homem, bemfeitor dos pobres.
― Seja Deus louvado!.., exclamou a fugitiva da casa paterna, ao saber que seu pae vivia.