menina, quando ella lhe fallava, ou lhe dava beijos.
― E a esposa do snr. Henrique de Moraes?
― A sr.a D. Augusta não queria ver ninguem. Fechava-se no seu quarto a chorar... a chorar como uma videira. Um dia foi achada por morta entre papeis, que tinha espalhado pelo chão, e com uma carta de sua filha tão agarrada, que só o snr. Julio l'a pôde tirar; e por signal, que a queimou logo. Poucos dias de vida teve a sr.a D. Augusta, e passou-os quasi todos com seu genro. Pois a carta, pelos modos, era a recommendar seu marido a seus paes; como se a snr.a D. Henriquetinha adivinhasse que tinha de morrer em breves audiencias. O certo é que a snr.a D. Augusta, depois que leu aquella carta estava sempre a chamar por seu genro, e o abraçava com muito amor, dizendo:
— Meu filho!.. meu amado filho!.. como és bom!..
Henriqueta soluçava.
— Ah!.. você porque chora? Isto é triste, mas já lá vai ha muito.