— A lembrança de um marido que perdi... um marido tão bom como o snr. Julio, me despedaça o coração.
— Console-se, bôa velha. A gente não ha de viver sempre. Aqui estou eu, que perdi dois maridos que tive. Prantiei-os muito; mas agora já não ando a choramingar. Rezo-lhes por alma todos os dias, que padre-nossos é que elles lá querem.
— Se eu fosse a casa do snr. Henrique, dar-me-iam lá pousada? Sou uma viandante pobre, e na estalagem gasta-se muito.
— Por isso fico eu. E dar-lhe-hão ainda boa esmola. Veio em boa maré!. O snr. Julio não quer festas no casamento de sua filha; e o dinheiro que haviam de gastar nas bôdas, pelos modos será dado á pobreza
Henriqueta despediu-se da velha, que já conhecêra adiantada em annos, quando era muito moça, e que agora parecia da mesma edade que ella. A velha nem por sombras se recordou de tel-a conhecido.
Afastou-se da velha a infeliz culpada com o coração ralado de pesares e tristezas, e acercou-se da porta da quinta. Não receiava que os criados a reconhecessem, e não