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Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/160

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— Não é preciso, Virginia. Eu levo-a. Não peza mais que uma penna.

— Coitadinha!.. Tem só a pelle sobre os ossos!.. Talvez a pobreza lhe tenha cavado a sepultura. Ah, Feliciano!.. E' tão triste ser velho e pobre!.. Se meu avô não tivesse o tratamento que tem, teria morrido ha muito.

— Não conhece esta infeliz? Creio, que é uma, a quem Augusto deu esmola, antes de entrar. Eu vinha com tanta pressa... confesso a minha culpa, que não quiz deter-me a ver o que Augusto ficava dizendo á infeliz.

― Fez mal, Feliciano... A caridade...

— Bem sei, que para agradar a um anjo, devia antes privar-me de vel-o, do que de fazer uma boa acção. Perdoe, Virginia. Mas não sabe, quem é esta velhinha?

— Não. Nunca a vi. Mas faz-me tanta pena!.. Não sei, porque faz-me lembrar de minha avó... Porém bem se conhece que esta pobresinha ha de ser muito mais velha do que o seria minha avó, se hoje fosse viva. Morreu ha tantos annos!.. Era eu ainda bem pequena.