viu-o, euxugando o pranto e abafando os soluços com o lenço.
— Tu me perdoas!.. murmurou ella com espanto, e ternura. Não amaldiçoarás a minha memoria?
— Lamento-te... replicou Julio. Perdoei-te ha muito... Perdoa-me tambem de ter concorrido de algum modo para a tua desgraça.
— Oh, meu Deus!.. Que generosidade!.. Julio, Julio!.. quão pouco conheci a bondade de teu coração!.. Se fosse possivel augmentarem-se os remorsos que ha tantos annos me ralavam a alma....
― Não me conhecias, não, Henriqueta!.. Soffrias os rigores da pobresa, e não te lembravas que eu vivia?!..
— A maior necessidade que eu padecia era de consolações, e essas não podia pedirt'as; e não pensava que fosses tão generoso... Além d'isso vivia com um ente, que... apesar de muito innocente, era um anathema para mim... uma pedra de escandalo entre nós.
— Dize-me aonde está essa creatur; prometto-te protegel-a.