panhavam seu corpo o padre Simão, que de longe a longe cessava de psalmear para enxugar os olhos; o negro, que chorava e gemia sempre, e Augusto, que seu pae mandara cumprir este acto de caridade, e que se sentia commovido com a magoa d'aquelle negro, e a apparição e morte da mysteriosa desconhecida. Desde esse dia tomou José debaixo da sua protecção, o que foi muito do gosto de Julio.
Todos os dias de madrugada ia o negro ao cemiterio rezar e chorar; e de noite tambem lá ia alguem ás vezes; o que deu logar a boatos d'almas do outro mundo.
Foi uma noite o padre Simão tambem lá. E diziam depois que tinha ido requerer a alma penada, e que satisfizera as suas exigencias, porque desde esse dia nunca mais, fóra d'horas, se avistou vulto ou abantesma no cemiterio.