XLV
mitte. Não sou como o D. Basilio do Barbeiro de Sevilha; não torno atraz para dizer buona sera; mas em quanto estou á falla, aproveito o tempo, isto é, quasi nunca pego em segunda folha de papel. De sorte que, bem pensado, não sou eu que governo o tamanho das minhas cartas, segundo o que tenho para dizer, é o papel que governa. Isto succede só com as cartas que escrevo a pessoas com quem me entretenho a palrar o que me vem ao bico da penna.
«Mas deveras, deveras, sempre quer o cata logo dos meus romances e contos? elle ahi vai:
«No Archivo Rural sairam (ainda engeitadas) umas cousas em rima, a que chamei chacaras, e que foram:
«Bernardo del Carpio — Erico e Batilde —Jacques I — Chamei-lhe Jacques; devêra chamar-lhe Thiago, a não lhe dar o nome inglez — Chacara, sem nome ― Um cavalleiro portuguez — A moira de Lissibona. — E os pequenos romances: Historia de Adelaide — A falta de uma mãe — Longuinhos — Zulima ou a cruz de oiro — e Ricardo e Margarida. Isto foi nos annos de 42 e 43. Em 1848 sahiu no Periodico dos Pobres, do Porto: — Roberta, romance um pouco mais crescido, e que hoje me desgosta a mim mesma pela pessima linguagem; mas que me agrada n'alguns passos, a que eu acho graça. Depois dei com o meu nome, ou iniciaes, em diversos periodicos, os seguintes romances, alguns muitos pequenos: — O amor missionario ― Vinganças de vingan-