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Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/66

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de sua mãe; mas n'esta occasião olhava-a attentamente, e, vindo a ella, gritou:

— Mamã... mamã; não chore que lhe dou o meu cavallinho.

Henriqueta abraçou e beijou seu filho com a maior ternura e pensou:

― Preciso d'ora em diante guardar-me de Augusto. Não deve vir a presumir que tenho razões de queixa de seu pae.

O constrangimento em que se pôz por causa de seu filho, foi-lhe saudavel. E quando veio a noite resolveu ir a casa de Clementina. Podia saber d'ella se Julio passeara só pela calçada dos Clerigos, e veria tambem se lá estava uma outra senhora, de quem mais zelava Julio, ou se ella iria ao theatro, como desconfiava.

Não estava lá. Fatal coincidencia, que mais azedou a espoza de Julio.

Clementina era a peior amiga que Henriqueta podia ter; porque tinha um porte regular; mas não amava a virtude tanto como devia. Nem a ella comtudo dizia a filha de Henrique de Moraes as suas tristezas; mas n'esta noite era tão infeliz, que ella as adivinhou, e lh'o disse.