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Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/81

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to e desgraça... Mas deixa-me... deixa-me agora chorar e morrer de vergonha! Não me importunes! Parte d'esta terra!... Não me tornes a apparecer... é o unico favor que te peço.

Carlos replicou com paixão e ternura:

― Que parta!... que te não torne a vêr!.

Ó minha Henriqueta! pede-me antes a morte. Perdoa-me tuas penas... Fiz-te desgraçada, porque me não amas. Se me amasses, lamentarias o nosso amor?

― Não te amo, Carlos?! Achas que te não amo? Por tua causa deshonrei e atraiçoei os melhores dos paes, os mais ternos e innocentes filhinhos, e um marido magnanimo e nobre; um marido...

― Um marido que ha oito mezes te deixou sem saudades, e que passa a vida alegre com alguma amante abjecta.

― Para desculpar nosso crime não calumniemos os ausentes. Não sei de Julio nada de mal, e ainda que o soubesse... já não tenho direito de ser zelosa, Oxalá que elle não pensasse mais em mim!... Lê esta carta, que acabo de receber... Oh! meu Deus!... Chama-me a sua virtuosa esposa!...