― Henriqueta... meu amor, estás em uma allucinação terrivel!... Socega, e escuta-me.
― Ah!... não!... estou em meu juizo. Allucinada estava eu quando perdi o direito de ser respeitada... quando me aviltei a meus olhos e aos teus.
― Aos meus és sempre um anjo. Não me peças que te mate. E' pedir impossiveis. Não teria animo, ainda que o quizesse.
― E tiveste animo para me tornares desgraçada!
― Fiz-te desgraçada porque te amava muito, e tu me amavas pouco. Se tu tivesses por mim a paixão que me inflamma, quanto não seriamos felizes!... Iriamos para a Bahia...
― Cuidas que eu teria animo para affrontar assim a opinião do mundo?
― Mudarias de nome; passarias por minha esposa, e sel-o-ias diante de Deus. O matrimonio que contraistes foi iniquo... foi sacrilego. Rompe-o. Deixa livre esse homem que te não merecia. Vem... vem comigo...