pre a vontade... e sê muito amiguinho de tua irmã, e... e... Queria dizer-lhe mais, porém os soluços lhe embargaram a voz.
― E porque chora mamã?..
— Porque... tenciono ir ámanhã ao Porto, e... estou com dôres de cabeça; mas vou-me deitar, e ámanhã levantar-me-ei bôa.
E forcejou por suffocar o pranto, e continuou:
― Obedece sempre a teus avós e... a teu pae... para que elle te perdoe... quando fizeres alguma cousa que lhe não agrade.
― Sim, mamã. Elle ha de me trazer um cavallinho de Inglaterra!..
― Não deves esperar que elle te traga nada. Andam a metter-te tolices na cabeça. Tomáras tu que elle te trouxesse o seu amor... e t'o conservasse sempre.
― Não se agonie commigo, mama. Beije-me e chame-me o seu Nini, que eu hei de ser sempre bonito, e não hei de tornar a fallar no cavallinho que o papá me ha de trazer.
Henriqueta cobriu seu filho de beijos e lagrimas.
— Torna a chorar, mamã?..