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Página:Maria Peregrina de Souza - Henriqueta.pdf/93

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E o pequeno poz-se tambem a chorar.

— Já te causo penas, meu filho?.. Perdôa-me... não chores... não chores, meu Nini, olha... estou já melhor... já não choro. Pede a Deus, quando te deitares, por mim...

Pede-lhe que nos tornemos a vêr... no céu, accrescentou mentalmente.

— Leve-me comsigo, mamã. Leve-me comsigo e não chore.

— Oxalá que podesse!.. Mas não!.. Deus me livre!.. Tua avó ficaria muito triste, se a deixavas, meu filhinho.

— Pois então não ha de chorar mais, não?..

— Não, meu filho, não choro mais. E se fores bom... nunca mais me has de vér triste. Mas não digas a ninguem que me vistes chorar. Se tua avó o sabia, chorava tambem, e não a devemos affligir. Deves fazer sempre por lhe dar alegria. Ama-a sempre muito e ao avô. Faze-lhes muitas meiguices e a teu pae, para... que elle seja teu amigo.

— Assim, mama?

E elle acariciava as faces de sua mãe.