Página:Memorias de um pobre diabo.pdf/44

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Se eu dava á luz uma poesia recendendo scepticismo—é Byron, é Voltaire... diziam elles; se asceticismo—é o novo padre Caldas, é Racine (pai e filho), é o nosso David... se materialismo—é, outra vez, Byron, Piron, Parny... se tristeza—André Chénier e mais quatro; se facecia—é Bocage, Diniz e não sei quaes mais... se pudicicia e amor, não tem que vêr,—é Bernardim Ribeiro e até Sapho! se epigramma—é Juvenal, é Marcial, é Nicoláo Tolentino e mais tres vivos, sendo um destes o meu amigo Faustino Xavier de Novaes... se... o menos que me chamaram foi Homero!

E o echo repercutia pelos angulos do imperio—Homero!

Estavam cumpridas as prophecias do Camarão mais do Lagarto: na minha vanguarda não se via outro literato mais consummado.

E quando ao por do sol, do postigo das minhas aguas-furtadas, eu percorria in mente as paginas da literatura de todas as nações partindo do 1.º até o 19.º seculos, eu desdenhava os genios com a sobranceria do Pão d'Assucar contemplando as microscopicas ilhas