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Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/108

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Também merecem registo as plantações do Sr. dr. António Cândido Nogueira, na sua quinta da Bazanca, freguesia de Padomelo.

Datam de há poucos anos, e contudo as suas ramadas, circundando as propriedades da quinta, dão-lhe um tom gracioso e põem-nas em destaque, no meio das circunvizinhas.

As ramadas, apoiadas em postes de pedra, são de ferro e arame zincado.

No alto da quinta, ficando de permeio a estrada a macadam n.º 24, mandou aquele cavalheiro construir amplo celeiro, parte do qual serve de adega.

No seu género, é o primeiro do concelho. O pavimento está ladrilhado de pedra, à fiada, e o roda-pés é de azulejo.

O vigamento é todo de pinho de Riga e a telha é tipo francês (Marselha).

Podem malhar, dentro dele, oito ou dez homens, por lado.

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São diferentes as fitonoses que têem flagelado a vinha, como o ― oidium, mildio, erinose, antrachnose, etc. E, não obstante os seus estragos, sobretudo os do mildio, serem por vezes terríveis, tem havido e há relutância na aplicação dos tratamentos cúpricos, assim como continua a subsistir o preconceito de se misturar o vinho da espremedura com o da sangria.

Dizem os rotineiros que, sem este, a massa vinária enfraquece.

Adubos

A forma de obter e preparar os adubos, para as terras, é esta:

No princípio de Agosto «abrem-se» os montados, isto é, acaba o defeso, e por isso os proprietários ou agricultores que não têem, nas suas propriedades, matos suficientes, podem ir cortá-los ao «baldio», até chegar aquele, que começa no princípio do mês de Abril, do ano seguinte[1].

Os matos compõem-se de «tojo» molar e arnal, e de «carrasca» branca, de mistura com ervas montezinhas. São conduzidos para os «quinteiros» dos agricultores, e daí vão para estábulos - «cortes» -, onde servem de cama aos animais e são «sovados» por eles.

Deitam-se às camadas, à medida que cada uma vai ficando sovada, até encher o compartimento numa certa altura.

As urinas, dejecções e calor dos animais, etc., fazem entrar estas diversas camadas em fermentação; e, em ocasião oportuna, assim preparado, é conduzido o estrume (adubo) para a propriedade a que é destinado.

Ainda há outra «matéria prima», muito estimada para a preparação dos adubos: é o «molime», constituído pela rama verde da giesta.

Depois de «apanhado», isto é, depois de cortado, é lançado, como os matos, no estábulo, ou «empilhado» às camadas, sendo uma de estrume e outra de molime.

Quasi sempre se fazem estas pilhas nas propriedades que hão-de ser beneficiadas com este adubo, e aí ficam até ele ser repartido em «montes».


  1. «Cod. de Post. Municipais», art.º 152, 146 e 148.