de cores variegadas e lenço na cabeça, atado catitamente para cima, caindo-lhe as pontas por junto das arrecadas.
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Rapariga a espadelar
Estes - os rapazes -, depois do seu ingresso na «gramada»[1] e norteado o lugar da sua querida, vão ocupar o seu posto junto dela e do... cortiço.
O seu posto, neste caso, é à mão que segura a «estriga»: e ai deles se vão para a da espadela, porque, por entre gracejos picantes, é-lhes passada carta de aprendizes, de analfabetos, em tal matéria. E, a meia voz, vão namoriscando com aquela que faz as delícias do seu coração, rendido e apaixonado.
No fim do trabalho, depois de ingerida frugal refeição, organiza-se o bailarico, a dança, e saracoteia-se, animadamente, o vira, o fandango espanhol, etc.
A «esfolhada» obedece ao mesmo princípio da mutualidade.
Também é, de favor.
Rodeia-se o «mideiro» e aí começa o labor acompanhado de canções populares, garganteadas pela mocidade que acudiu à «chamada»[2].
Quando aparece alguma «rainha»[3], não falta festa rija, hilariante, condimentada de frases apimentadas e ditos maliciosos.
Rapariga há, mais ladina, que leva na algibeira três ou quatro rainhas, para, na oportunidade, por ligeira escamoteação, as fazer sair do «folhelho»[4], como se fora a casualidade a distinguir, tão bizarramente, a esperta filha de Eva.
Entrecortada, pois, de lances jocosos, assim vai correndo a esfolhada.
Os prados artificiais, pela aveia, trevo e cevada, são muito restritos e alguns desconhecidos.