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Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/113

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As freguesias mais produtivas de vinho são: Infesta, Formariz, Cossourado, Linhares, Ferreira e Rubiães.

Ainda há outras, cuja produção já é apreciável.

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Na Correição de 26 de Setembro, de 1829, ordenou a Câmara que os jomais mecânicos fossem estes[1]:

Pedreiros .............................100 réis
Carpinteiros ...........................100  »
Alfajates .................................80  »
Trabalhadores de enxada[2] ...80  »
Mulheres ................................50  »
Caiadores ..............................120  »


Terminarei, recortando para aqui dois períodos de um judicioso artigo, publicado na imprensa periódica[3], com a rubrica de «Coisas agrícolas», por ajustar a este concelho.

«Os particulares, sem instrução agrícola, que o Estado Ihes nega, consagram a sua actividade àquilo que sabem tradicionalmente, modificando apenas ao de leve os seus processos».

«Há tudo a fazer e uma das primeiras coisas seria o estudo, ensaio, experiência de plantas forraginosas, de praticultura; o melhoramento das pastagens naturais e seu desenvolvimento».

Mais uma vez: venha o ensino agrícola, para libertar o agricultor da obstinada rotina.


CAPÍTULO XVI


Montados e sua arborização. Sirgo. Caça.


CHAMO «montados» aos terrenos baldios, de logradouro municipal ou paroquial, onde mais frequentemente se cortam matos e pascem gados.

É claro que nesta designação incluo os montes altos, que estão naquelas condições.

José Avelino d'Almeida[4], escrevendo dos montes de Coura, disse que eram «os melhores que se conhecem»; e o Padre Carvalho[5] afirmou que eram «os melhores do mundo» (!)

Aquele, atribui a sua bondade aos pastos, e este, às águas.

De facto, a sua situação topográfica, em que os vales, as encostas e as ravinas se alternam com regularidade; os seus numerosos mananciais de água, a sua temperatura,


  1. Livro das Correicções, de 1829, no arquivo da Câmara Municipal.
  2. «Devendo trabalhar com desembaraço, sob pena de desconto».
  3. «Notícias de Lisboa», n.º 149, ano de 1905.
  4. «Diccionario abreviado», pág. 338.
  5. «Chorographia Portugueza», pág. 162.