CAPÍTULO XVIII
Instrução Popular[1]
ESTE capítulo tem sombras e luz.
Podia escrever-se com a vergonha e tristeza que o analfabetismo inspira, ou com o fervor e alegria, que a luta contra ele desperta.
A instrução primária!
É tão pouco!... E nem esse pouco o povo tem.
Porquê?
Em boa verdade, não pode dizer-se que o povo deste concelho seja refractário ao ensino.
É vítima, como tudo o que é nosso, da brandura dos nossos costumes.
Os grandes núcleos da instrução superior estão centralizados, como não podia deixar de ser, em algumas cidades
- ↑ Depois de escrito este capítulo, li no jornal «A Aurora do Lima», n.os 7.635 e 7.636, uns belos artigos, aconselhando a criação de uma «Liga» contra o analfabetismo minhoto. Simpática propaganda, que já é realidade.