Editor era o sr. padre Alfredo Machado, e proprietário o sr. João de Sousa Lobo.
Imprimia-se na tipografia do Jornal de Coura.
Apareceu o seu 1.º número no dia 1.º de Dezembro, de 1895, e terminou com o n.º 40, publicado em 30 de Agosto, de 1896.
Dizia-se imparcial e publicava-se aos domingos.
Até ao n.º 15, do dia 8 de Março, deste último ano, tudo correu bem; mas, neste dia, foi editado outro jornal, com o mesmo título, e com estas modificações: redactor - o sr. padre Casimiro Rodrigues de Sá; proprietário, e administrador - o sr. padre Alfredo Machado; tipografia do - Jornal de Coura.
O seu editorial era encimado com esta epígrafe: «Novo rumo».
Que tinha havido?
No mesmo día 8 de Março e com o n.º 15, publicava-se também um - Jornal de Coura, (eram, pois, dois com este título), tendo como redactores: os srs. padre Manuel Joaquim de Figueiredo e dr. Bernardo Chouzal; editor, este mesmo cavalheiro, e tipografia do - Jornal de Coura.
Não dizia quem era o proprietário, e publicava-se, como o outro, aos domingos.
Do seu contexto nada transparecia, que pudesse explicar esta dualidade de edições: contudo havia unidade de títulos e de tipografia, como parecia.
A verdade é que uma das edições: a primeira foi impressa, desde o n.º 1.º, na tipografia própria deste jornal, e a edição posterior - a que começou no n.º 15 - passou para outra, obtida para esse fim.
Ambos os jornais se arrogavam o direito de propriedade ao título, mas é certo que a segunda edição foi, no começo, impressa no Porto, e só o foi em Coura, desde que o sr. dr. António Cândido Nogueira comprou prelo para isso.
A princípio, o papel e formato era igual para os dois jornais; depois, o da segunda edição, era maior.
O sr. padre Alfredo Machado foi o primeiro que fez o registo do título do seu jornal.
Convém saber que, pouco tempo antes do aparecimento daquelas duas edições, tinha-se dado uma cisão no partido regenerador local, dividindo-se em duas facções - a dos velhos, que tinha por chefe o falecido conselheiro Miguel Dantas Gonçalves Pereira, e a dos - novos, capitaneada pelo sr. dr. António C. Nogueira.
Neste acontecimento é que se filia a existência, simultânea, dos dois jornais, com o mesmo título.
Um, representava a - guarda velha, e outro, a - guarda nova.
Foi assim que foram conhecidas as duas facções, que, poucos meses depois, se congrassaram.
O jornal da guarda nova terminou, consequentemente, com o n.º 38, publicado em 16 de Agosto, de 1896; e o da guarda velha, em 30 do mesmo mês e ano, com o n.º 40.
Foram os srs. padre Alfredo Machado e João de Sousa Lobo que implantaram aqui a imprensa periódica.
Vê-se, pois, que a sua iniciação foi cortada de incidentes e quiçá de surpresas.
Depois veio o - Libertador de Coura.
Foi seu proprietário, bem como da tipografia, o sr. Francisco Bento de Sá, benemérito filho deste concelho,