ora em Manaus, (república brasileira), e redactor, o mesmo Sr. Sousa Lobo.
Apresentou-se como imparcial.
Foi publicado o seu 1.º número no dia 31 de Janeiro, de 1896, suspendendo a publicação em 28 de Fevereiro, de 1900, por doença do seu redactor.
O móbil do sr. Francisco Bento de Sá, ao adquirir o prelo e material tipográfico para este jornal, foi prestar um serviço à sua terra natal, que já lhe deve muito, e muito ainda espera dele.
De seguida apareceu o - Clamor do Povo.
Foi seu proprietário, redactor e editor, o já mencionado sr. padre Casimiro Rodrigues de Sá.
Era semanal e inculcava-se - democrata-cristão. Publicaram-se 52 números.
Finalmente, veio a - Voz de Coura.
Os seus fundadores foram os srs. Gaspar José Rodrigues Barbosa, ex-professor de instrução primária, e Eduardo Pereira Bacelar, comerciante.
Aquele, era redactor e editor, e este, administrador.
Imprimia-se na tipografia do Monitor, em Matosinhos, e publicava-se às quintas-feiras.
Apresentou-se como imparcial.
O seu 1.º número apareceu no dia 6 de Agosto, de 1903.
Mais tarde, por acordo entre o seu proprietário e o sr. Sousa Lobo, passou a ser impresso nesta vila, na tipografia do sr. Francisco Bento de Sá, que generosamente a cedeu para este fim.
Nestas condições continuou a sua publicação até agora, desde o n.º 34, editado no dia 21 de Maio, de 1904[1].
O seu editor é o sr. Serafim José Rodrigues Barbosa.
Quando era impresso em Matosinhos, tinha a administração nas Corredouras, lugar sertanejo da freguesia de Castanheira: agora é na vila.
A vida destas publicações tem sido, tanto ou quanto, acidentada e já deu lugar a violentos desforços pessoais.
A defesa dos interesses locais, a nossa reconstituição agrícola, o desenvolvimento da criação dos gados, as culturas pratenses, a silvicultura, a introdução de novas indústrias, o fomento e a riqueza concelhias, são assuntos e pontos de estudo, que podem dar largo campo à acção educativa da imprensa jornalística local.
É assim que compreendo a sua importância e missão civilizadora nesta região.
- ↑ Terminou a sua publicação com o n.º 160, publicado em Dezembro, de 1906, por ter falecido o seu redactor sr. João de Sousa Lobo em 23 de Novembro, do mesmo ano, e reapareceu no dia 30 de Março, de 1907, com o n.º 161. É seu director o sr. Júlio dos Reis Lemos, conhecido literato e publicista. O jornal diz-se independente, sem côr política. (Depois de escrita esta nota, deixou a sua direcção este distinto publicista, e tomou conta dela o seu primeiro fundador o sr. Gaspar José Rodrigues Barbosa).