tendas de fazendas, de chapéus, de ourivesaria, aves, etc., há um recinto próprio, em dois tabuleiros superior e inferior no centro da vila, tendo aquele elegante chafariz, cercado por espaçosa taça de cantaria, a qual recebe a água que dele decorre.
É obra do mestre pedreiro José Joaquim Guerreiro, de Lanhelas (Caminha).
Aquele recinto tem a forma de quadrilongo e está vedado pelo nascente, sul e poente por muros.
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Uma feira de cereais (Vila)
Do tabuleiro inferior para o superior há uma ampla escada, com um patamar, e degraus de pedra.
O inferior, margina pelo norte com a estrada real, não tendo vedação por este lado.
Estão ambos bem arborizados.
Em tempos remotos a «feira de Coyra» só se fazia no dia 9 de cada mês; mas, por Alvará Régio de 8 de Novembro, de 1689, passou a ser quinzenal, designando-se o día 24 (além do dia 9), de todos os meses, para a sua realização.
E, há poucos anos, a Câmara deliberou que se fizesse aos sábados, de 15 em 15 dias[1].
A parte desta feira que diz respeito a gados, é à entrada da vila em recintos próprios, que a Câmara mandou vedar, expropriando, previamente, os terrenos precisos na quinta do sr. António Pereira da Cunha.
Concorre a ela muito gado vacum, suino, cavalar e algum lanígero, assim como feirantes dos concelhos limítrofes.
Há, ainda, outra feira importante, como disse, conhecida por - feira de Padornelo.
Também ignoro desde quando data.
Faz-se em espaçoso largo, no lugar dos Tojais, freguesia de Padornelo, junto da capela do Ecce-Homo.
Como a antecedente, é quinzenal, aos sábados, em alternação com a da vila.
É boa para gados, e acorrem a ela cereais, hortaliças, peixe fresco e salgado, galinhas, ovos, frutas, etc., mas não tem tendas de tecidos, nem de ourivesaria.
O seu acesso pela ponte de Sigo, que é o mais frequentado, torna-se difícil e até perigoso na quadra invernosa, quando engrossa a corrente do rio Coura, que, facilmente, galga esta ponte e as calçadas conjuntas.
- ↑ Sessão de 23 de Janeiro, de 1897.