À entrada para o hospital há um pequeno vestíbulo, que tem à direita a secretaria, e à esquerda o consultório médico.
Tanto o primeiro, como o segundo andar, são cortados, a todo o comprimento, por largo corredor, que dá comunicação para as enfermarias e mais compartimentos.
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Hospital da Misericórdia
As enfermarias são espaçosas, bem alumiadas, com muito pé direito e asseadas.
Em uma das extremidades do edifício, a noroeste, está a cosinha, com óptimo fogão[1], cercada de armários, prateleiras e vitrines, onde se arrumam as louças e mais aprestos. Tem mesa ao centro, destinada aos arranjos próprios e recepção de louças quando se faz a distribuição das refeições aos doentes.
A rouparia é guarnecida de armários envidraçados, e está bem provida de roupas para as camas dos doentes e uso da casa.
No consultório vê-se uma montra com aparelhos, estojos e ferros cirúrgicos, assim como o manequim[2].
A capela é pequena, mas está artisticamente embelezada.
A sala nobre, ou de recepção tem sido adornada com os retratos dos benfeitores e protectores, onde se encontram os de - Fontes Pereira de Melo, dr. José Joaquim d'Antas Bacelar Barbosa e seu irmão dr. António d'Antas Bacelar Barbosa, conselheiros Miguel Dantas Gonçalves Pereira, Emídio Navarro, Visconde de Mozelos, António Bento Barbosa, etc.
O hospital é abastecido por água própria, tanto para os usos culinários, como para banhos e outros serviços internos, sendo aproveitada a remanescente para lavagem de roupas e irrigação da horta.
Pelo nascente e sul é cercado de terreno, que, na frente da fachada principal, serve de jardim.
É por este lado a sua entrada principal, mas tem outra pela rua José Joaquim Gomes.
Foi lançada a primeira pedra em Agosto, de 1885.
Todo o edifício importou em 16.000$00 réis.
Os seus fundos são constituídos, na actualidade, por