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Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/142

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29.000$000 réis, em inscrições nominais, cerca de 3.000$000 réis em capitais mutuados e 4 apólices brasileiras[1].

É muito pouco para sustentar uma casa destas, e só uma prudente e severa administração, como tem tido, conseguirá que as suas portas se não fechem.

A obra de pedreiro foi executada pelo mestre António José Góis de Melo, de Lanhelas, e a de carpinteiro pelo mestre Joaquim Carvalhosa, de Seixas, ambos do concelho de Caminha.

Desde 1885 até 31 de Dezembro, de 1904, deram entrada neste hospital 1.187 doentes, dos quais faleceram 76.

Tem acomodações para quarenta doentes, diários, quando as suas receitas derem margem para isso.

O serviço interno está confiado às Irmãs Hospitaleiras, que têm sido de uma solicitude incansável no arranjo, limpeza, asseio e tratamento dos enfermos.

Quando começou a construção do edifício, havia em caixa, para esta obra, a quantia de 14$000 réis!

Era Provedor o conselheiro Miguel Dantas Gonçalves Pereira.

Lembrar este nome - o amigo dos pobres - é bastante para explicar como aquela verba se transformou em 16.000$00 réis - custo de toda a obra.

Por portaria de 19 de Julho, de 1885, o então ministro das Obras Públicas conselheiro Emídio Navarro, concedeu, a pedido de Miguel Dantas, o subsídio de 3.000$00 réis.

Antes deste, havia o Hospital de Caridade, destinado ao tratamento dos doentes pobres do concelho.

O seu edifício, relativamente aparatoso, não satisfazia às condições de higiene e capacidade, indispensáveis em casas deste género, porque na elaboração da sua planta atendeu-se mais ao aspecto externo do que ao fim a que era destinado.

Foi construído por subscrição pública, realizada por uma Comissão, que foi nomeada por alvará do Governador Civil, de 9 de Julho, de 1860 e reorganizada por outro, de 26 de Novembro, de 1863.

Esta Comissão bem merece do povo deste concelho, pela dedicação, desinteresse e superior zelo com que angariou os meios para levar a cabo este empreendimento.

Os primeiros doentes entraram para este hospital no dia 25 de Março, de 1868.

Os seus rendimentos eram provenientes de 3.081$670 réis, dinheiro mutuado, 23.000$000 em inscrições, e 4 apólices brasileiras.

Desde a sua abertura até 30 de Junho, de 1873, foi administrado pela Comissão iniciadora; e depois, até à construção do actual, pela Mesa da Real Confraria do Espírito Santo, porque o hospital foi anexo a esta confraria por ordem do Governador Civil.

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Nos termos do art. 6.º dos seus Estatutos, aprovados em 12 de Março, de 1885, tem preferência para entrar no hospital e aí serem tratados:

1.º - Os irmãos reduzidos à pobresa.

2.º - Os pobres do concelho.

3.º - Os pobres de fora, tendo-se sempre em vista os fundos, de que a irmandade dispuser para custear as despesas.


  1. A Real Confraria do E. Santo é obrigada, pelo seu Estatuto, a concorrer com 10% da sua receita líquida para beneficência do Hospital.