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Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/167

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2.º
S. Paio

Viveu no princípio do século X, sendo martirizado em Córdova, onde faleceu a 26 de Junho, de 925.

Diz-se que foi natural da freguesia de Cunha, e avoengo dos srs. Pereiras da Cunha. (Cfr. «Libertador de Coura», ano de 1900, n.os 194 a 197).

3.º
Domingos d'Antas

Segundo se lê no «Nobiliário» de Andrade Leitão, Domingos d'Antas foi «do Conselho d'El-Rei D. Diniz e seu médico».

Teve por progenitor Diogo d'Antas Alderête, da ilustre casa de Antas, que então caminhava para o apogeu da sua grandeza.

Do facto de pertencer ao pessoal da Corte, por tantos títulos notável, daquele monarca, pode inferir-se com segurança o grande mérito do nosso patrício, ao qual também faz referência o cronista-mór do reino fr. Francisco Brandão, na Monarquia Lusitana. (5.ª parte).

4.º
Estevam Gonçalves - o Justeiro

O nome completo deste courense ilustre era - Estevam Gonçalves de Novaes Varella. Procedia de uma família ilustre de Valença.

A seu respeito lê-se na «Collecção Pombalina», artigo Barboza: «Estevam Gonçalves, Justeiro, cujos pais ignoramos, e somente que foi um homem honrado, natural da terra de Coura, casou por amores com Brites Barbosa, filha de Gonçalo Fernandes de Barbosa, da casa de Aborim » ...

A antonomásia de - Justeiro - deveu-se à sua consumada perícia no jogo das «justas», muito em voga no seu tempo, e que implicavam ser-se bom cavaleiro.

Estevam Gonçalves, de quem aparecem notícias em vários «Nobiliários», esteve na batalha de Aljubarrota (1385), e residiu, por algum tempo, com a sua família, em Mantelães e depois em Lapela, próximo a Monção. (Cfr. freguesia de - Formariz).

5.º
D. António Mendes de Carvalho

Foi o 1.° bispo de Elvas. Nasceu em 1521 na casa do Paço, em Ferreira, e morreu naquela cidade com opinião de santo, a 9 de Janeiro, de 1591. Foram seus país Álvaro Mendes de Mesquita e D. Uzenda de Carvalho, que residiram algum tempo na vila de Caminha.

Estudou na Universidade de Paris, onde foi graduado. Sabia a maior parte das línguas europeias, sendo distinto em Filosofia e consumado Teólogo.

Concluída a sua carreira literária em Paris, percorreu diversos Estados e Cortes da Europa, onde travou relações com os maiores sábios do tempo. Foi chamado por D. João III para reger uma cadeira na Universidade de Coimbra, onde prestou serviço durante sete anos.

Extremamente modesto e singularmente caritativo, foi nomeado bispo de Elvas depois de paroquiar, durante 14 anos, a freguesia de S. Miguel de Rebordosa, no bispado do Porto, e sagrado, em S. Vicente de Fora, no 3.º Domingo de Setembro, de 1571.