nelo, Parada, Paredes, Porreiras, Rezende, Romarigães, Rubiães e Vascões.
Para estas 21 freguesias, há 14 escolas primárias do sexo masculino e 4 do feminino.
O concelho tem elementos próprios de vida, e é de esperar que os encarregados da sua administração, bem como os seus representantes, orientados por impulsos patrióticos e por acendrado amor à sua terra, saibam aproveitá-los, já por meio de uma criteriosa unidade de vistas - um plano - já por fecunda e frutuosa iniciativa.
O pelourinho, actualmente desmontado, consta de uma coluna cilíndrica, encimada pelo escudo das armas manuelinas, rematando por uma esfera. A coluna assenta numa base, ladeada por três ordens de degraus.
Há ideia de o levantar, agora, junto do novo Paço do Concelho, e bom seria que a edilidade municipal curasse de reunir todas as peças, que o compõe, pois alguma encontra-se em propriedade particular.
É um monumento do nosso passado, que cumpre não perder, nem esquecer.
Tanto a sua restauração, ou melhor, limpeza, assim como a erecção, demandam pequena despesa e, por isso, não é desculpável qualquer incúria.
Apelamos, pois, para os brios patrióticos do nosso senado.
Todas as freguesias deste concelho pertencem ao arcebispado de Braga, mas tempo houve em que pertenceram ao bispado de Tuy, e depois ao de Ceuta (África), como vai ver-se: Conquistada aquela praça de guerra pelos portugueses, em 21 de Agosto de 1415, foi criado aí um bispado pelo Pontífice Eugénio IV, a instâncias de D. Pedro, regente, na menoridade de D. Afonso V, em 1444. Não tendo, porém, rendimentos suficientes, foram-lhe anexadas as igrejas que o Bispo de Tuy possuía na comarca eclesiástica de Entre Lima e Minho, assim como as igrejas de Olivença, que então estavam integradas no bispado de Badajoz (Espanha).
Á cátedra episcopal de Ceuta deu-se-lhe por assento a praça de Valença.
A distância, porém, entre as duas praças de guerra dificultava a regular administração da nova diocese e por isso fez-se troca da comarca eclesiástica de Olivença, que já então tinha passado para a jurisdição de Braga, pela de Entre Lima e Minho (hoje comarca eclesiástica de Valença), ficando a pertencer aquela a Ceuta e esta a Braga.
A permuta teve lugar em 1512, sendo arcebispo daquela cidade e arquidiocese D. Diogo de Sousa, e de Ceuta o bispo D. Henrique: foi confirmada pelo Pontífice Leão X em 1513.
Ceuta era sufragânea de Braga.
O tombamento das propriedades foreiras à Câmara foi organizado pelos anos de 1828 a 1829, tendo começado a 10 de Dezembro daquele ano e terminado a 30 de Outubro do último.
Foi o Juiz de Fóra, de Viana do Castelo, Caetano Inácio de Sousa Barbosa, quem ordenou a sua feitura em 24 de Outubro de 1828, «para se obstar ao prejuízo que