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Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/25

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Faça-se menos política e mais administração nos muni- cípios, e o povo proteste sempre pelas suas regalias.

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A eleição do juiz ordinário, vereadores, e procurador do concelho, quando algum falecia ou se livrava do cargo, era o Corregedor quem mandava proceder a ela, e os seus trâmites eram estes: a câmara designava o dia da eleição, sendo avisados para ela «as gentes da governança do concelho», afim de votarem «em acto de Câmara» (em sessão), e no «pelourinho» afixava-se um edital para o mesmo efeito. Chegado o dia designado, deitava-se um «pregão», convidando «todos da governança», que estivessem presentes, a reunirem-se para dar o seu voto. Terminado o pregão, começava a votação; e, feita esta, o juiz presidente mandava anunciar que, «se houvesse mais quem quizesse votar, viesse».

A seguir fazia-se o «regulamento» dos votos (escrutínio), o apuramento para cada eleito, e por último a proclamação do mais votado. Terminadas estas operações, passava-se mandado para notificar os eleitos definitivamente, afim de se apresentarem a prestar juramento e entrarem no exercício dos seus cargos, devendo, antes do juramento, apresentar «folha corrida».

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O cargo de «procurador do concelho» parece que era pouco apetecido, pois havia, quasi sempre, pedidos de isenção ou reclamações para o não servirem.

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ÍDOLO PRÉ-HISTÓRICO (Fol encontrado pelo autor, em 1905, na porteleira de uma propriedade de bravio, que fica ao sul da região das antas, na serra da Boulhosa. Está agora no Museu Etnológico de Lisboa)