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Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/41

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Coura, junto do Crasto de Bruzendes, entre as freguesias de Formariz e Linhares.

O ribeiro da Valsa é outro afluente.

Nasce na serra da Travanca, corre por entre os lugares de Cerdeira e Amieira, respectivamente das freguesias de Cunha e Resende, corta a de Infesta e desagua no Coura, no sítio da Revolta.

O de Rieiro tem a sua origem na freguesia de Cunha, que atravessa, assim como as de Agualonga e Rubiães, e vai entrar no Coura, pouco abaixo da ponte de onde tira o nome, isto é, depois de banhar o lugar dos Casais, desta última freguesia.

Em todos eles há pontes para dar acesso de uma para a outra margem.

Os dos Cavaleiros, Valsa e Rieiro correm de sul para norte e entram no Coura pela sua margem esquerda: os outros têm a corrente em sentido oposto àqueles, e entram pela margem direita.

De verão, são todos escassos de águas, mas no inverno engrossam e rebentam em cachoeiras espumosas sobre o seu leito pedregoso é inclinado; e a sua modesta corrente da estação calmosa transforma-se em arremetidas audaciosas, quando a invernia lhes abastece os cabedais.

Então é vê-los galgar os campos marginais, derruir-lhes as vedações, levar-lhes as «novidades» e deixar aí grossa camada de areia e detritos pedregosos ou fundos sulcos, cavados pela impetuosidade da torrente.

Em todos eles se criam saborosas «trutas».

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Menos volumosas, mas representando factor valiosíssimo na irrigação das terras, sua fertilidade, frescura e amenidade da temperatura, são as - «levadas» -, principais canalizações para os paúes (na linguagem popular - «panascos») e para os terrenos destinados à cultura dos cereais.

As levadas têm, em geral, por ponto de partida o rio Coura ou os ribeiros, onde se travam as represas («mottas» lhes chama o povo), que abastece aquelas de água.

Algumas têm percursos muito extensos e por isso fertilizam largos tractos de terreno.

Em todo o caso deve dizer-se que estas águas são, na maior parte, repartidas por «horas», na quadra das «regas» (24 de Junho a 8 de Setembro) pelas propriedades que lhes ficam inferiores; e isto ou por «sentença» ou por antigo uso e costume.

Esta partilha dá, muitas vezes, ocasião a bulhas, altercações e desordens entre os possuidores dos prédios.

As fontes, para usos domésticos, são nascentes de água límpida, potável, cristalina, que brotam, profusamente, em todas as freguesias, e raro será o lugar ou povoação que não tenha a sua própria.

Há muitas fontes públicas, assim como particulares, e quasi sempre acontece haver junto de umas e outras tanques para lavagem das roupas e tecidos.

Sendo, em geral, leves e frescas as suas águas, contudo a observação local especializa algumas, em cada fre-