tricos, produzidos na superfície pelos saltos acrobáticos dos peixes, fazem lembrar uma grande toalha esburacada.
A arborização, que contorna o açude, é fresca, variada e espessa. Ao meio dia o sol bate-lhe de chapa.
O Poço do Alves é o estuário fluvial, que serve de escola de natação à rapaziada travessa e arrojada das freguesias de Formariz e Ferreira, assim como o Taboão à de Paredes e Mozelos, que neles se reune, aos domingos, para iniciar ou completar os seus exercícios natatórios, quasi sempre feitos com as vestes do velho Adão.
A seguir, encontraremos a Ponte Nova, de Formariz, moinhos, engenhos de serrar madeiras, de fazer-linho[1], paues, e mais abaixo ainda, o Corgo, que, como a palavra indica, é profundo e longo sulco, aberto na terra pelas águas do rio, o qual vai correndo, amparado, então, por duas ingremes encostas, salpicadas de pinheiros, freixos, plátanos, salgueiros, aveleiras, carvalhos, espinheiros, madre-silvas... uma flora a dizer-lhe adeus, quando ele vai correndo, apressadamente, para o seu destino.
E, ao fundo das encostas, como que a enfeitá-lo de verdes colarinhos, lá estão duas longas fitas de fetos a lamber-lhe a linfa buliçosa.
Singularmente belo!
O Crasto de Bruzendes é o ponto onde desagua o ribeiro de Gonçalvinho.
Na margem fronteira, Infesta, estendem-se algumas folhas de terreno apaúlado, onde se vêem largos massiços de fetos formosíssimos, que atingem altura superior a um metro e que nos encantam pela sua frescura e pronunciada cor de esmeralda.
O rio, abraçando ali a esquecida fortificação, vai continuando a dar os seus amplexos carinhosos nos terrenos que o marginam até à nova ponte de Rubiães, na estrada real n.º 30.
Segui-lo neste trajecto, é sentir a fascinação da natureza, cantada na sua linguagem mística e suavemente fascinadora.
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Casa da escola, de Rubiães
Mas são horas de descansar e ingerir o parco lunch de que nos fizemos acompanhar.
À sombra, pois, dos salgueirais, no extenso paúl que a estiagem crestou, e junto da moderna fábrica de serragem, devida à inteligente iniciativa do amigo José Guerreiro, distinto professor, estender-se-á a branca toalha de linho...
- ↑ Locução popular, que corresponde a maçar linho.