de J. C.); a segunda - a portuguesa - é esbelta, donairosa, faz honra à arte e tem quartos de cone, para que as águas lhe não piquem os alicerces.
Chegará a durar tanto como aquela?
Duas pontes e dois templos!
Duas actividades e duas religiões.
A religião da inteligência, na escola; a religião da fé, no presbitério.
Para a crença, a igreja: para o espírito, a escola.
É que os velhos oravam: os novos instruem-se.
--imagem--
Pórtico da igreja de Rubiáes
Pela ponte, de séculos, caminhava o soldado, abroquelado para a conquista do mundo: pela ponte, de agora, vão o industrial, o comerciante, o pedagogo, para a confraternização dos povos.
O soldado assassinava; os outros libertam e moralizam.
Quem deixará, à ponte romana, de cismar no passado? Quem, à ponte nova, não terá um sorriso para o futuro?
Ide às duas pontes, e não vos esqueçais de pedir que velem pela rugosa velhinha[1], que tem dado passagem a tantas gerações: a velhice também tem direitos.
E as águas do rio, rolando sobre si, lá continuam no seu movimento infindo.
Seguindo a sua corrente, teremos mais moinhos, engenhos e açudes e depois a ponte nova, para o lugar de Antas, construída a expensas do Pe. João Soares Brandão, instituidor do vínculo da Gandra, que, ao fechar dos olhos, tinha nas suas arcas muito ouro em pó, segundo reza o seu testamento[2].
Percorridas as ribas de Rubiães, entra o rio na freguesia de S. Martinho de Coura e depois na de Covas, concelho de Cerveira.
Então, as suas margens são áridas, pedregosas e alcan- doradas, dando lugar a trechos inacessíveis, duma rusticidade desoladora.
Vamos, pois, retroceder, para, noutro dia, abordarmos o ribeiro da Balsa, que desce da serra da Travanca.
Vale a pena ir a esta nesga de terra minhota, na quadra invernosa, para se observar uma miniatura do Niagara.
É, verdade, uma formosíssima queda de água, que se despenha de 40 a 50 metros de altura, em rolos espumantes, com desusado fragor, quasi aos nossos pés, torvelinhando