confirmar a observação por mim já feita, de que, neste alto, não estavam quatro miliários. Mas donde foram os outros?
Como é que J. A. d'Almeida[1], Pinho Leal, (que o copiou) e o «Minho Pittoresco» vieram afirmar que «todos» tinham ido daquele monte?
A meu ver, dois foram transportados, talvez, doutros sítios de Rubiães.
O miliário de Magnencio, que era um dos que estavam no alto de Cossourado, marca muito claramente XXXI (milhas) e outro miliário - XXXVI. Aqui temos, pois, uma distância, entre um e outro, de cinco milhas, isto é, 7.500 metros, que excede muito a que faz da ponte àquele alto: mais do dobro[2].
Donde se infere que o último miliário não podia estar colocado naquele alto, mas muito mais para o norte, direcção Tuy, se estivesse averiguado que o de Magnencio foi retirado do ponto da via romana, onde, realmente, marcava as XXXI milhas.
A verdade, porém, é que a circunstância de estarem reunidos no monte da «Cividade» e dali serem conduzidas para o átrio da capela de S. Bartolomeu de Antas, não prova que a via passasse no alto do monte, pois a própria topografia local se opunha a isso. Devia passar na encosta leste, para vencer a Portela de S. Bento, ou atravessar a outra garganta, ao sul da «Cividade», para descer sobre o vale de Sapardos, tomando a vertente oeste do monte.
Mas, desde que a via facilmente podia tomar a costa leste até à portela de S. Bento da Porta Aberta, com suave inclinação, menos distância e poucas curvas, a segunda hipótese não é aceitável.
Para levar a estrada ao pináculo, seria indispensável desenvolvê-la em sucessivos lacetes, e desses ainda deveriam existir restos na encosta, porque nunca foi cultivada nem povoada; contudo, não há tais vestígios, nem tradição deles.
A via romana, pois, não passava no alto do monte da Cividade, como disse Argote, mas muito provavelmente no flanco oriental; e por isso devemos entender aquela expressão - alto do monte - não pelo ponto culminante do monte da Cividade, mas pela portela de S. Bento ou seus arredores.
Os miliários, actualmente conhecidos neste concelho, são oito: destes, estão sete na freguesia de Rubiães e um na de S. Martinho de Coura.
As suas epígrafes, pela ordem cronológica dos imperadores, são as seguintes: