Refere-se ao primeiro imperador romano- Caio Júlio César Octaviano, que, antes de aparecer na via pública, era conhecido por C. Octávio[1].
Este homem, ao expirar, com 76 anos de idade e 38 de império, perguntou aos circunstantes: «se porventura tinha representado bem a comédia da vida?» «Então batei palmas e aplaudi-me», concluiu ele.
Nestas palavras está definido o seu carácter.
Foi no tempo do seu governo que nasceu J. Cristo.
Em Junho do ano 764, da fundação de Roma, começou o 34.º do poder tribunício de Augusto; e correspondendo este ano ao 11.º do nascimento de J. C., vê-se que esta estrada foi construída ou reedificada então[2].
Nerva, a quem este miliário é dedicado, nasceu no ano 22 e morreu no de 98, tendo apenas exercido a sua alta magistratura desde o ano 96 até ao do seu falecimento.
Foi cidadão honesto, pacífico e muito moderado, mesmo no fastígio do poder.
Fez voltar à pátria os proscritos, restituiu os bens confiscados e suspendeu as perseguições contra os cristãos.
Foi neste tempo que voltou do seu desterro à sua igreja de Efeso S. João Evangelista.
Marcus Coecius Nerva pertencia a uma família de notáveis jurisconsultos.
--imagem-- Marco miliário no adro de Rubiães
Esta epígrafe foi recomposta pelo sr. tenente-coronel M. J. da Cunha Brandão pela forma seguinte: