Este miliário foi encontrado e posto a descoberto, há cerca de 15 anos, no adro de Rubiães, quando aí se fazia um rebaixe, para o regularizar. Servia de sarcófago, e estava entre outras sepulturas. Ao cavar-se, longitudinalmente, o carneiro, foram-lhe cortados os caracteres da direita, em algumas linhas[2].
Refere-se aos dois imperadores Caio Júlio Vero Maximino e Caio Júlio Vero Máximo.
Ignora-se a data do nascimento e a naturalidade de Maximino, sabendo-se, contudo, que era oriundo da Trácia, filho de um godo, chamado Micca e de uma alana, de nome — Ababa.
De enorme corpulência, foi apenas esta circunstância e força muscular que da sua condição de pegureiro o trouxeram às fileiras da guarda pretoriana.
Derrubou, na presença do imperador, 16 legionários robustos, um após outro, sem dificuldade de maior.
Comia, diariamente, 40 libras de carne e bebia 26 litros!
Feroz e sanguinário, desatou a sua sanha sobretudo contra os cristãos, contra os parentes e contra todos que foram testemunhas da sua condição humilde.
Os Papas Ponciano e o seu sucessor Antero, muitos clérigos, S.ta Bárbara, etc., foram vítimas do seu furor sanguinário.