Esta serra, orientada de leste a oeste, separa, pelo norte, o concelho de Coura do de Monção.
Quem caminha do alto do Extremo para o poente, pelo dorso da Boulhosa, encontrará, em frente das bouças (giestais) daquele nome, ao lado esquerdo do caminho, algumas mamoas, e ao direito, já limites da freguesia de Abedim (Monção) uma anta, de proporções abastadas, conhecida por - Forninho do ouro -, a qual foi explorada, em 1905, pelo sr. dr. J. L. de Vasconcelos.
Os ciprianistas, porém, tinham investido com ela pouco tempo antes, chegando a quebrar, a fogo, algumas pedras no interior!
Seguindo mais para o poente, sempre pelo mesmo caminho, até à Chã das Pipas, aí deparam-se ao investigador restos de mamoas, onde já se não encontra nenhum dos esteios.
Na parte mais ocidental da freguesia de Rubiães, está o seu lugar de Antas, e nuns pinhais, ao poente deste lugar, encontram-se algumas antas.
Não posso, porém, indicar o seu número nem o seu estado.
É bem conhecido este ponto da cordilheira que separa este concelho do de Ponte do Lima, e por isso darei apenas esta indicação: caminhando-se para o nascente, encontra-se uma chã depois de se ter subido uma pequena encosta. Naquela estão os restos duma mamoa.
Não percorri a pequena parte deste monte até à Portela Grande.
Entre a capela de S. Bento da Porta Aberta e a igreja paroquial de Cossourado há uma extensão chã, de monte, onde se encontra um ponto, bastante elevado, chamado - Carritél -, a que me refiro noutro lugar, e bem assim cinco antas, sem esteios, já muito danificadas.
E à margem do caminho da mesma capela para a igreja, na mesma chã, encontram-se em diversas rochas naturais, que afloram um pouco acima do solo, umas insculturas circulares, desenhando circunferências com o diâmetro, aproximado, de 0,66 centímetros.
Também se encontram umas escavações, abertas na rocha, ora isoladas, ora aos grupos, em forma de pias circulares, cujo diâmetro deve regular de 0,70 a 0,80 centímetros.
Vi, pela primeira vez, estas insculturas no mês de Março, deste ano, por ocasião de acompanhar o sr. dr. F. Alves Pereira, ilustrado arqueólogo e 1.º oficial do Museu Etnológico, numa digressão de estudo que fez a este concelho.