VENHO trazer-te a oblata do meu afecto.
O teu altar, para mim sagrado, bem merece as minhas oferendas.
No entardecer da vida, caminhando para o coval, venho despedir-me de ti e dizer-te que não posso esquecer-me dos teus campos, matizados de flores, nem da música suavissima das brisas que perpassam pelas encostas dos teus montes.
Ainda agora, quando, ao anoitecer, ouço o som do Angelus, convidando o meu misticismo consciente a olhar para o alto para o céu, que me dá luz, calor e vida, penso que ele me vem segredar saudades daquela santa mulher-minha mãe-, que junto da braseira, me ensinou a oração das crianças: a Avé-Maria.
Bendita seja ela!
E aquelas caminhadas, sem fim, para a escola?!
É por isso que a minha terra é o centro de gravitação dos meus afectos.