Além das referidas, tenho notícia de outra moeda romana, de ouro, que apareceu próximo do regato dos Freis, e da casa do sr. dr. Manuel de Azevedo Araújo e Gama, em Mantelães, por ocasião da construção da estrada real, quando se procedia à abertura dos alicerces de um moinho, que tem aí aquele cavalheiro.
O seu diâmetro regulava pelo das nossas moedas de 100 reis, de prata, segundo me informaram.
O terreno, em que se encontra o cemitério da freguesia de Ferreira, no qual apareceram as moedas referidas, fazia parte do antigo passal, e este, com os adjacentes, constitui uma elevação pouco sensível, plantada de giestais, pinheiros e mato, à qual se dá o nome ora de - Meomentas, - ora de - Moimentas.
As telhas de rebordo são frequentes, quer no cemitério, quer nas paredes, caminhos e propriedades conjuntas.
Quando eu frequentava a escola primária, desta freguesia, fazendo caminho pelas Moimentas, presenciei que um trabalhador, estando a arrancar a sapata de um pinheiro, que havia sido cortado, encontrou debaixo dela um forno, feito de tijolos.
Mais tarde, a pequena distância deste, apareceu outro, também soterrado.
Ora, sendo a palavra - Moimentas - uma derivação de - monumento - ou modificação de - moimentos, - é lícito suspeitar que ali houvesse alguma povoação arcaica, ou, quem sabe? uma necrópole.
O aparecimento das moedas, dos tijolos, dos fornos, justifica esta suspeita.